Petróleo despenca mais de 10% com reabertura de Ormuz, pressiona óleo e soja em Chicago

Os preços da soja operam no vermelho na Bolsa de Chicago nesta sexta-feira (17). Por volta de 9h50 (horário de Brasília), as cotações perdiam de 4,25 a 5,25 pontos nos principais vencimentos, levando o maio a US$ 11,58 e o julho a US$ 11,75 por bushel. 

O mercado segue ainda muito influenciado pelo cenário externo, pelos movimentos geopolíticos - com novas baixas do petróleo nesta sexta - e de olho nos fundamentos. 

Entre os derivados, o óleo volta a ser o destaque, desta vez negativo e pesando sobre as cotações do grão. As perdas entre os principais vencimentos passava de 1%, levando o julho - o contrato mais negociado agora - a 68,18 cents de dólar por libra-peso. 

A pressão se intensifica com a queda do petróleo, que também se agrava. Perto de 10h20, os futuros do WTI despencavam 11% e os do brent, mais de 10%, com os barris cotados a, respectivamente, US$ 84,23 e US$ 89,35, refletindo a reabertura do estreito de Ormuz e a possiblidade crescente de um acordo entre Estados Unidos e Irã. 

O farelo também cedia, porém, as baixas eram mais tímidas. 

O plantio segue avançando bem nos EUA, as condições climáticas deverão permitir bom desempenho dos trabalhos de campo e, assim, esse fator ganha da vez mais espaço no radar.

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