Alta nos custos muda cenário do trigo no Sul

O mercado de trigo no Sul do país segue com movimentação moderada, marcado por negociações pontuais, ajustes de preços e preocupação crescente com a logística de transporte. Levantamento da TF Agroeconômica indica que, apesar da continuidade dos negócios, o frete tem ganhado peso nas decisões de compradores e vendedores.

No Rio Grande do Sul, o dia foi considerado tranquilo, com operações realizadas principalmente na modalidade FOB, próximas de R$ 1.200, refletindo justamente as dificuldades de entrega. O aumento dos custos logísticos preocupa tanto moinhos quanto produtores. Para contratos futuros, o trigo com entrega em dezembro também gira em torno de R$ 1.200 sobre rodas no porto de Rio Grande. O mercado aponta ainda que cerca de 85% da safra já foi comercializada, restando pouco mais de 500 mil toneladas até o fim do ano. A expectativa é de que exportações e cabotagem alcancem 2 milhões de toneladas. O preço pago ao produtor subiu para R$ 55,00 por saca em Panambi.

Em Santa Catarina, o mercado começa a dar sinais de reação, ainda que com poucos negócios efetivados. O trigo pão diferido é negociado a R$ 1.250, enquanto o trigo branco segue sem demanda. Há continuidade na procura por produto gaúcho e paraguaio, principalmente no oeste do estado. Negócios com trigo tipo 2 foram registrados a R$ 1.050, e moinhos seguem comprando no Rio Grande do Sul. Nos preços de balcão, houve elevação em Joaçaba, chegando a R$ 63,00, enquanto outras praças mantiveram estabilidade.

No Paraná, o frete também começa a pressionar o mercado, afetando tanto o trigo quanto as farinhas. Os preços FOB entre R$ 1.320 e R$ 1.350 permanecem firmes, com pedidos pontuais de até R$ 1.400 ainda sem confirmação. O trigo branqueador foi negociado a R$ 1.400 entregue nos moinhos. No mercado externo, o trigo paraguaio é ofertado a US$ 253 no norte do estado, enquanto o argentino chega a US$ 270 nacionalizado em Paranaguá, com poucos negócios recentes.

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