O mercado de milho registrou novo recuo nas negociações desta terça-feira, em um ambiente marcado por oscilações cambiais e atenção ao ritmo do plantio no Brasil e às discussões sobre biocombustíveis nos Estados Unidos. Segundo informações da TF Agroeconômica, os preços foram pressionados principalmente pelo fortalecimento do dólar frente ao real, enquanto Chicago apresentou comportamento praticamente estável.
Na B3, os contratos futuros encerraram o dia em baixa nos principais vencimentos. O março/26 fechou a R$ 70,70, com recuo de R$ 0,62 no dia e de R$ 0,41 na semana. O maio/26 terminou cotado a R$ 70,29, com queda diária de R$ 0,56 e perda semanal de R$ 0,32. Já o julho/26 fechou a R$ 68,55, com leve alta de R$ 0,05 no dia, mas baixa acumulada de R$ 0,14 na semana.
O plantio do milho safrinha segue atrasado, especialmente na região central do país, onde o excesso de chuvas tem dificultado os trabalhos no campo. Esse cenário tem evitado quedas mais acentuadas nos preços durante a colheita da primeira safra, que ocorre dentro da média histórica. No comércio externo, a Anec elevou levemente a perspectiva de exportações de milho para fevereiro, embora o fortalecimento do real possa dificultar novas negociações no curto prazo.
Em Chicago, os contratos fecharam de forma mista. O vencimento março subiu 0,06%, ou 0,25 cent por bushel, a 427,75 centavos, enquanto maio recuou 0,40%, ou 1,75 cent, a 438,50 centavos. O mercado acompanha possíveis alterações na política de uso do E-15, que pode permitir a utilização de etanol durante todo o ano nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, chuvas mais frequentes na Argentina e o avanço do plantio da safrinha no Brasil seguem exercendo pressão sobre as cotações.
