O mercado de milho apresentou ajustes recentes, refletindo movimentos técnicos e mudanças nas condições de curto prazo. Segundo a TF Agroeconômica , os contratos negociados na B3 fecharam em queda, acompanhando correções observadas em Chicago, no câmbio e no mercado físico, o que abriu espaço para realização de lucros.
Os vencimentos registraram recuos tanto no dia quanto na semana, com o contrato de maio/26 encerrando a R$ 70,05, enquanto julho/26 ficou em R$ 70,30 e setembro/26 em R$ 71,48. O cenário também foi influenciado pela previsão de clima mais ameno, reduzindo o prêmio no curto prazo.
No estado do Rio Grande do Sul, o mercado segue com baixa liquidez e negociações pontuais, com preços entre R$ 56,00 e R$ 62,00 por saca. A colheita avança para 90% da área, com produtividade irregular em função das chuvas ao longo do ciclo. Em Santa Catarina, a colheita se aproxima do fim, atingindo 94,2%, mas o mercado continua travado devido à diferença entre pedidas e ofertas.
Já no estado do Paraná, o ambiente também é de baixa fluidez, com indicações próximas de R$ 70,00 e demanda ao redor de R$ 60,00 por saca. A colheita da primeira safra chega a 91%, enquanto a segunda safra enfrenta incertezas climáticas, apesar da semeadura praticamente concluída.
Em Mato Grosso do Sul, a colheita já alcança 97% da área, com preços variando entre R$ 49,00 e R$ 58,00 por saca. O mercado permanece seletivo, com o setor de bioenergia atuando como importante suporte, embora a oferta ainda mantenha o ambiente competitivo e limite avanços mais expressivos.
