O mercado de milho no Sul e no Centro-Oeste do país segue marcado por ritmo moderado de negócios, variações regionais na colheita e pressão sobre os preços diante da maior oferta do cereal. Levantamento da TF Agroeconômica indica que a liquidez permanece limitada em diversos estados, com compradores atuando de forma cautelosa e priorizando estoques próprios.
No Rio Grande do Sul, o mercado apresenta negociações pontuais e regionalizadas. As referências variam entre R$ 54,00 e R$ 62,00 por saca, dependendo da praça e dos custos logísticos. O preço médio estadual recuou para R$ 57,31 por saca, queda de 1,60% em relação à semana anterior, reflexo da maior disponibilidade do grão. Segundo a Emater, a colheita da safra 2025/26 já alcança 64% da área.
A produtividade mostra forte variação regional. Em Erechim, a colheita chega a cerca de 85%, com média próxima de 9 mil quilos por hectare e picos de 15 mil quilos. Em Frederico Westphalen, 95% das lavouras já foram colhidas, com rendimento médio de 7.600 quilos por hectare. Em Ijuí, a colheita alcança 96%, com média de 9.240 quilos por hectare, enquanto em Santa Rosa algumas áreas chegam a 12 mil quilos por hectare. Também há registros de alta incidência de cigarrinha do milho.
Em Santa Catarina, o mercado segue travado pela diferença entre as expectativas de vendedores e compradores. As pedidas giram em torno de R$ 75,00 por saca, enquanto compradores indicam cerca de R$ 65,00. No Planalto Norte, os negócios permanecem entre R$ 70,00 e R$ 75,00. O programa Monitora Milho SC aponta presença elevada da cigarrinha, com média de 120 insetos por armadilha e maior concentração em Porto União.
No Paraná, o mercado também apresenta liquidez reduzida. As pedidas permanecem próximas de R$ 70,00 por saca, enquanto a demanda se posiciona ao redor de R$ 60,00 CIF. De acordo com o Deral, a colheita da primeira safra já alcança 54% da área, com 93% das lavouras em boas condições e produtividades elevadas em várias regiões. O plantio da segunda safra atinge 62% da área estimada, com 98% das lavouras avaliadas positivamente.
Em Mato Grosso do Sul, os preços mostram leve reação após quedas mais intensas. As cotações variam entre R$ 54,00 e R$ 56,50 por saca. O segmento de bioenergia segue como importante canal de absorção da produção, ajudando a reduzir a pressão sobre os preços, embora o mercado ainda opere com negociações pontuais.
