Complexo soja e grãos seguem operando com forte alta em Chicago nesta 2ª, acompanhando disparada do petróleo

O complexo soja segue trabalhando em alta na Bolsa de Chicago nesta manhã de segunda-feira (9), dando sequência às fortes altas da abertura já na noite do domingo, como noticiou o Notícias Agrícolas. Perto de 6h50 (horário de Brasília), as cotações subiam de 14 a 18,25 pontos, levando o maio a US$ 12,15 e o julho a US$ 12,27 por bushel. 

Entre os preços do óleo de soja, as altas passavam de 2% - tendo já subido mais de 3% ao longo do pregão - e no farelo de 0,5%. Milho e trigo também avançam na CBOT.

A soja, os derivados e os demais grãos avançam nesta esteira da escalada dos conflitos no Oriente Médio, que ainda puxam na dianteira o petróleo. O mercado de energia, segundo explicam analistas e consultores internacionais, vive um período de caos, com a oferta sendo reduzida pela guerra, por decisão da OPEP (Organização dos Países Produtores de Petróleo) e pela logística comprometida pelo fechamento do estreito de Ormuz. 

Depois de retomarem os negócios com quase 20% de alta e preços bem acima dos US$ 100,00 por barril, os futuros da commodity continuavam e subir nesta manhã de segunda-feira. Perto de 7h05 (Brasília), as cotações subiam 12,6% no brent - para US$ 104,32 por barril - e no WTI, de 11,63% para US$ 101,40. 

Para a soja, há ainda atenções redobradas para as relações entre China e EUA, com o encontro entre os chefes de comércio dos dois países ainda neste mês, e de Donald Trump e Xi Jinping em abril. No entanto, o posicionamento dos EUA no Oriente Médio está sendo de perto acompanhado pela China. 

Do mesmo modo, no caso do trigo, uma aproximação da Rússia ao Irã ainda preocupa e dá ainda mais combustível aos futuros do grão na CBOT. 

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