O mercado físico da soja apresentou movimentos distintos nas principais regiões produtoras, com estabilidade em parte das praças, leve valorização na exportação e recuos localizados no Centro-Oeste. Segundo a TF Agroeconômica, o Rio Grande do Sul teve alta no porto e pouca alteração no interior, enquanto Santa Catarina manteve preços firmes e o Paraná encontrou sustentação no dólar e nos prêmios de exportação.
No Rio Grande do Sul, a soja disponível no Porto de Rio Grande chegou a R$ 162,00 por saca, alta de 0,62%, enquanto contratos para outubro de 2026 ficaram em R$ 164,00. No interior, Nonoai marcou R$ 138,00, Ijuí R$ 148,30, Cruz Alta R$ 147,68, Passo Fundo R$ 148,80 e Santa Rosa R$ 149,30.
Em Santa Catarina, a disputa da agroindústria local pelo grão manteve o mercado estável. São Francisco do Sul registrou R$ 156,50 por saca, enquanto Palma Sola ficou em R$ 138,50 e Rio do Sul em R$ 140,00. Produtores relataram propostas mais agressivas de compradores locais diante da necessidade de abastecimento.
No Paraná, os preços permaneceram resistentes. Cascavel registrou R$ 149,00, Maringá R$ 146,84, Ponta Grossa R$ 149,21, Pato Branco R$ 144,50 e Paranaguá R$ 159,00, alta de 0,28%. Alertas de tempestades e preocupação com possível pressão de mosca-branca ganharam espaço entre produtores.
Em Mato Grosso do Sul, houve recuo em quase todas as praças, com Dourados a R$ 143,00, Campo Grande a R$ 142,00, Maracaju a R$ 143,00, Chapadão do Sul a R$ 142,00 e Sidrolândia a R$ 142,00. Em Mato Grosso, o mercado seguiu lateral, com referências entre R$ 134,80 em Sorriso e R$ 143,80 em Primavera do Leste. O aumento de 3,35% no custeio total projetado para a safra 2026/27, puxado por fertilizantes e operações mecanizadas, segue entre os principais pontos de atenção.
