Clima nos EUA muda o rumo dos grãos nesta manhã

s mercados agrícolas iniciaram o dia com movimentos mistos, influenciados por clima, oferta internacional e ajustes de posições. Segundo a TF Agroeconômica, na abertura dos mercados desta quarta-feira, 3 de junho de 2026, trigo, soja e milho apresentaram direções diferentes.

No trigo, Chicago abriu em queda, ampliando perdas recentes. A pressão vem do início da colheita nos Estados Unidos e do aumento da disponibilidade na Rússia, fatores que reforçam maior oferta no curto prazo. O limite para novas baixas pode depender das estratégias de hedge dos investidores e das más condições das lavouras norte-americanas. No Brasil, os preços recuam no Rio Grande do Sul e sobem no Paraná. A tendência é lateral, embora a importação sustente viés de alta no longo prazo.

Na soja, Chicago abriu em alta nos principais vencimentos, enquanto o farelo recuou e o óleo avançou. Mesmo com a valorização do petróleo, o mercado seguiu concentrado em clima e produção. A China permaneceu fora das compras de soja dos Estados Unidos, enquanto Canadá e Vietnã fizeram aquisições pontuais de farelo e a Tailândia consultou compras futuras. A Argentina registrou exportação para 38 mil toneladas de óleo de soja. As chuvas no cinturão agrícola reduzem preocupações de curto prazo, enquanto os fundos diminuem posições compradas.

No milho, Chicago oscilou pouco após quedas recentes. A pressão segue ligada às chuvas em áreas que precisam de umidade, como Nebraska, e à previsão de avanço da frente úmida para Iowa. Algum suporte pode vir da busca por preços mais baixos e sinais de exportações dos Estados Unidos. O dólar operava a R$ 5,0450, e o petróleo WTI subia 1,97%, movimento positivo para soja e milho.

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